quarta-feira, 1 de setembro de 2010

i carry your heart with me

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)


E. E. Cummings

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Lemon...

Lemon
See through in the sunlight
She wore lemon
But never in the daylight
She's gonna make you cry
She's gonna make you whisper and moan
And when you're dry
She draws her water from the stone

And I feel
Like I'm slowly, slowly, slowly slipping under
And I feel
Like I'm holding onto nothing

She wore lemon
To colour in the cold grey night
She had heaven
And she held on so tight

A man makes a picture
A moving picture
Through the light projected
He can see himself up close
A man captures colour
A man likes to stare
He turns his money into light to look for her

And I feel
Like I'm drifting, drifting, drifting from the shore
And I feel
Like I'm swimming out to her

Midnight is where the day begins
Midnight is where the day begins
Midnight is where the day begins

Lemon
See through in the sunlight

A man builds a city
With banks and cathedrals
A man melts the sand so he can
See the world outside You're gonna meet her there
A man makes a car She's your destination
And builds roads to run them on You gotta get to her
A man dreams of leaving She's imagination
But he always stays behind

And these are the days
When our work has come assunder
And these are the days
When we look for something other

Midnight is where the day begins
[Repeat 4 times]

[Instrumental]

Midnight is where the day begins
[Repeat 4 times]

A man makes a picture
A moving picture
Through the light projected
He can see himself up close You're gonna meet her there
A man captures colour She's your destination
A man likes to stare There's no sleeping there
He turns his money into light She's imagination
To look for her Lemon
She is the dreamer
She's imagination She had heaven
Through the light projected
He can see himself up close She wore lemon



Lemon (1993)
U2, Album Zooropa

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O advento



El Cristo de San Juan de la Cruz (1951)
Salvador Dali

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

É provavelmente o que me espera

Um...





Longo caminho a percorrer (Colagem; 2009)
Ana Sofia Gonçalves

terça-feira, 29 de setembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

At the Dressing-Table...



At the Dressing-Table - 1812
Kikukawa Eisan

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephones,
Prevent the dog from barking with a juicy bone
Silence the planes and with muffled drums
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let airplanes circle mourning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead
Put crepe bows round the white necks of public doves,
Let traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West
My working week and my Sunday rest
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out everyone
Pack up the moon and dismantle the sun
Pour away the ocean and sweep up the wood:
For nothing now can ever come to any good.


by W. H. Auden

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Para quando dias assim?



Summertime (1894), Mary Cassatt

quarta-feira, 13 de maio de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

...

Abro os olhos e adormeço
Sem a mente fraquejar
Saio pela manhã
De passagem, coisa vã
Derrapagem
Que a viagem tem princípio, meio e fim

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Não me venham buzinar
Vou tão bem na minha mão
Então vou para lá
Ver o que dá
Pé atrás na engrenagem
Altruísta até mais não

Enquanto vergo, não parto
Enquanto choro, não seco
Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo

Presa por um fio
Na vertigem do vazio
Que escorrega entre os dedos
Preso em duas mãos
Que o futuro é mais
O presente coerente na razão
Frases feitas são reféns da pulsação


(Bem) na minha mão
Susana Felix

terça-feira, 31 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Versions Of Violence"

Coercing or leaving
Shutting down and punishing
Running from rooms, defending
Withholding, justifying

These versions of violence
Sometimes subtle sometimes clear
And the ones that go unnoticed
Still leave their mark once disappeared

Diagnosing, analyzing
Unsolicited advice
Explaining and controlling,
Judging opining and meddling

These versions of violence
Sometimes subtle sometimes clear
And the ones that go unnoticed
Still leave their mark once disappeared

This labeling
This pointing
this sensitive's unraveling
This sting I've been ignoring
I feel it way down way down

These versions of violence
Sometimes subtle sometimes clear
And the ones that go unnoticed
Still leave their mark once disappeared


Versions of Violence, Alanis Morissette
álbum Flavours of Entanglement, 2008




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Little Girl...



"Little Girl"
Daniela Edburg

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tropical Breeze



Tropical Breeze, 2007
Lynnie Sterba

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Birthday



Birthday - 1915, Marc Chagall
Oil on cardboard
Museum of Modern Art, New York

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ode à Beleza



Marilyn Monroe, Tobey Beach, 1949
por Andre de Dienes (1913-1985)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vertigem


Vista do topo da Golden Gate Bridge

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Se de saudade
Morrerei ou não,
Meus olhos dirão
De mim a verdade.
Por eles me atrevo
A lançar as águas
Que me mostrem as mágoas
Que nesta alma levo.

Luís de Camões

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Elogio ao Amor Puro

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição.Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.
Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso in Expresso

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Menina dos Cravos



Amadeu de Souza-Cardoso
Menina dos Cravos, 1913

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Rapto de Europa





O Rapto de Europa, Rembrandt, 1632

terça-feira, 14 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

William Turner



Ulysses deriding Polyphemus - Homer's Odyssey
1829; Oil on canvas, 132.5 x 203 cm; National Gallery, London

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cleópatra

“Fool! Don't you see now that I could have poisoned you a hundred times had I been able to live without you.”

Cleopatra


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Galáxia M83


Adoro o Espaço.
É Arte na sua sua forma mais pura!
A Galáxia M83 parece feita de milhões de pedras preciosas, de rubis e diamantes...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

W.H. Auden

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fragmentos

Tudo me cansa, mesmo o que não me cansa. A minha alegria é tão dolorosa como a minha dor.

Bernardo Soares,
O Livro do Desassossego

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

NOX

Noite, vão para ti meus pensamentos,
Quando olho e vejo, à luz cruel do dia,
Tanto estéril lutar, tanta agonia,
E inúteis tantos ásperos tormentos...

Tu, ao menos, abafas os lamentos,
Que se exalam da trágica enxovia...
O eterno Mal, que ruge e desvaria,
Em ti descansa e esquece alguns momentos...

Oh! Antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o Mundo, te esquecesses,

E ele
, o Mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!


Antero de Quental

terça-feira, 19 de agosto de 2008

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Em forma



Nadav Kander / Distribuida por Reuters (2008)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Diz-me se aprovas

quando eu for alguém melhor
vais a tempo de me avisar
quando eu for digno de te ouvir
aproveita pra dizer
quais os passos que eu devo dar
se eu não for capaz de o ser
desiste

as minhas provas que tu reprovas
são novas provas que tu aprovas
todas as provas que tu aprovas
calam as provas que tu reprovas
são só ideias e as suas teias
são só desejos nas nossas veias
nossos receios e suas sobras
são nossas provas
diz-me se aprovas

Manel Cruz, Foge Foge Bandido

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"O Beijo"



O Beijo (1907), Gustav Klimt

Novo blog

Cá vai o primeiro post deste blog, acabadinho de sair do forno.
Como o nome indica, é mesmo para postar o que me der na cabeça. Mas não vos quero assustar, não vai ser outro dentro do género do Ritices, podem ficar descansados. Este Posto o que me dá na telha vai tentar ser um pouco mais erudito. Vá, vai tentar ser um pouco menos corriqueiro. Aqui nada de ritices ou ritês, apenas "peças de arte", sejam elas em forma de texto ou imagem, que significam algo para mim, ou que simplesmente me agradem.
Não sei se conseguirei actualizá-lo com a mesma frequência, mas espero que os visitantes regulares do Ritices gostem e o frequentem com a mesma assiduidade.
Aceitam-se críticas, elogios, sugestões e convites para jantar.